....O adolescente vem cansado de uma festa mundana e tem um momento de revolta que redunda em pesadelo. Ofegante, calmo ou indiferente, vê, então, no sonho, o "seu inteiro por quebrados". Do cínico ao infantil, do cobarde ao luxurioso, do idiota ao místico, sente uma ânsia de juventude em que procura a justificação e o propósito para a sua existência.

....Ao acordar, sobressaltado pelo retinir do telefone, julgará que Deus lhe quer transmitir o Poder Divino. Cria o seu mundo e verifica que "o seu bocado é igual ao de Deus". É então que se submete a Ele e sente alegria por ser já o homem realizado.

 

....O problema focado nesta peça é o da adolescência, em que a dúvida e a certeza se conjugam e se bifurcam constantemente. A crise da adolescência, Tempo de Espera, drama do ser que ainda não se realizou, funde-se na universalidade dos tempos.

....Peça extremamente cristã que analisa espectalmente a personalidade do homem num dado momento, o que não quer dizer pausa, pois o Tempo de Espera é muitas vezes indefinido.

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Encenação: António Malaquias de Lemos

Cenário: Agostinho de Castro

Elenco: Pedro de Amorim, Jenny Cal, Fernando de Almeida Jardim, Carlos Correia Matias, Maria Francisca Santos, Fernando Midões, António Malaquias de Lemos, Agostinho de Castro e Walter San-Payo