
Electra e os Fantasmas fala-nos do “romance familiar”. É a Redescoberta do passado. O Amor/Ódio que asperge os laços de sangue. Relata-nos o Incesto. A mais perturbante revolta do indivíduo contra os tabus e as leis sociais (“Honrarás pai e mãe”).
O conflito Força/Fraqueza. Os fortes que aniquilam os fracos. Os fracos que tentam ser fortes. Os fortes que desprezem o que têm de fracos. Os fortes que se autodestroem. Escorpião em anel de fogo. O’Neil transpõe o patamar da vida doméstica.
A Moral. A Justiça. As Conveniências. Grandes palavras para a hipocrisia. O retermos em nós as forças que acabarão por rebentar. A inutilidade de lutarmos com a nossa natureza por mais desvios e castrações que fizermos.
O passado, a atracção mórbida pelo passado. O Retorno ao paraíso. O cordão umbilical nunca cortado. A ligação encantada das entranhas. O casulo aquático e aconchegante onde o barulho do mundo exterior vem abafado e distorcido.
O Desejo. A repugnância. Os miasmas. A impureza. O Verde e o Vermelho. O Verde da decomposição e do renascimento.
O Sangue em que nascemos e morremos.
A Culpa. A ausência de perdão. O impossível Esquecimento. Os omnipresentes fantasmas a emprestarem a vida dos vivos.
Amar. Os malditos, os proscritos. Os únicos seres que são nossos. Os únicos seres a quem não devemos amar.
A insuficiência da ternura e do amparo. A insuficiência da normalidade. O quotidiano não consegue matar o passado.
Ilusões. O Fim. O tempo, espiral de voltas indissociáveis.
A Clausura. O repouso. O descanso. O eterno retorno.
A Morte e a Paz.


Elenco: Alexandra Gonçalves, Daniela Monteiro, Joana Simão, João Ricardo Silva, Joaquim René, Jorge de Paiva, Kátia Pina e Silva, Luís Carvalho, Paula Ribeiro, Pedro Meneses, Rita Caceiro, Sandra Marques, Sofia Tomás e Susana Moura
Desenho de Luz: Luís Melo
Selecção Musical: Pedro Wilson
Cenário: Jorge Caseirão/ Luís Pitão
Caracterização/Penteados: Maria João Silva/ Jorge de Paiva
Assistente de Encenação: Mafalda Santos
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