Chegado a Tebas, tendo tomado a forma de um mortal, Diónisos prepara-se para vingar a memória de sua mãe, Sémele, e estabelecer os seus ritos nesta cidade que lhe parece resistir.

Bem aventurado o ditoso,

que conhece os mistérios divinos,

purifica a sua vida,

celebra as orgias de cíbele,

e agitando o tirso coroado de hera,

Presta culto a Diónisos.

Coroa-te de hera, ó Tebas

e celebra as bacanais com ramos de carvalho ou abeto!  

Quanto às mulheres da cidade, entre as quais se contam as difamadoras irmãs de sua mãe, foram arrastadas para as montanhas nervosas pela loucura e embriaguez.

Penteu, Rei da cidade, rejeita o culto e não reconhece estatuto de divindade a Baco, ordenando inclusivé a sua detenção a ferros. A estas ofensas se devem profecias várias...

Fica porém a saber que a pena destes ultrajes, Diónisos ta fará expiar. Porque ao fazeres mal a mim, é a ele que queres pôr a ferros.

A pior das quais permanece velada no seu conteúdo:

Para todos verem bem. Serás transportado no regresso...nos braços da tua mãe.

No entanto, Penteu permaneceu indiferente aos avisos mesmo que lhe sejam trazidos pelos seus servos que testemunharam os prodígios do “estrangeiro” – Diónisos sob forma humana -, ou os das ménades que foram para as montanhas. Observem então o desenrolar do drama à medida que ele se deslinda diante de vossos olhos, observem o cortejo báquico...que se aproximem.

 

 

Encenação e Direção: Pedro Wilson

Elenco: Alexandra Gonçalves, Ana Catarina Sousa, Ana Panão, Ana Paula Ribeiro, Daniela Monteiro, Kátia Pina e Silva, Laura Simas, Luís Borges, Pedro Alves, Pedro Menezes, Rita Caceiro, Paulo Alexandre Borges, Sandra Andrade, Sandra Marques e Tiago Antunes

Sonoplastia: Pedro Wilson/ Susana Cotta

Luminotecnia: Carlos Ferraz/ Pedro Wilson

Movimento do Coro: Rita Caceiro